USP -
CENA/PCLQ
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DIVULGAÇÃO DA TECNOLOGIA
DE
IRRADIAÇÃO DE
ALIMENTOS
E OUTROS
MATERIAIS
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Conservação de alimentos
Texto: Adriano
Costa de Camargo
Orientação: Prof.
Dr. Júlio Marcos Melges Walder
Laboratório de
Irradiação de Alimentos e
Radioentomologia
Como grande
ícone do processamento tecnológico,
conservação é a arte que consiste em manter o
alimento o mais estável possível, mesmo em
condições nas quais isso não seria viável.
Quando falamos em conservar os alimentos precisamos pensar em
três características, são elas: físicas,
químicas e biológicas.
Assim,
dizemos que conservar é manter as características do
alimento estáveis, por isso, é importante ressaltar que o
alimento a ser conservado precisa chegar à etapa de
conservação com boa qualidade, uma vez que o processo de
conservação não reverte o quadro de
deterioração já iniciado, podendo apenas
retardá-lo.
O ponto de partida, então, para um processo de
conservação ideal, é o recebimento de
matérias-primas de boa qualidade. Por exemplo, para produtos de
origem vegetal, a qualidade física depende principalmente dos
estágios finais do processo produtivo (a colheita e o
transporte), além de suas condições de
armazenamento antes e depois da ação das etapas
conservativas.
A colheita pode ser feita de forma manual ou mecânica, mas
independente do tipo, podem ocorrer danos físicos aos produtos
alimentícios, tais como rachaduras, amassamento, quebra ou
formação de fissuras. Neste momento, além da
integridade física ser modificada, ocorrem também
alterações químicas e microbiológicas
prejudiciais aos alimentos.
A quebra, as rachaduras e as fissuras abrem a "porta" de entrada para
contaminações. A partir daí, a
conservação só pode agir na parte
microbiológica, retardando o processo de
proliferação dos microorganismos com o controle de
variáveis como a temperatura, o pH e a umidade. Alternativa
é o emprego de esterilização por meio do processo
de irradiação de alimentos, que elimina completamente a
carga microbiológica do mesmo, inclusive ovos e larvas de
insetos e artrópodes presentes no interior dos alimentos e
tratamento pelo calor que também trabalha com a morte dos
microorganismos termossensíveis.
As alterações químicas nos alimentos são
geralmente causadas pela presença de microorganismos
deterioradores. Os carboidratos, por exemplo, são utilizados
como fonte de energia, além de gerarem produtos que alteram
sensorialmente os alimentos. As proteínas são
hidrolisadas a aminoácidos e peptídeos e a
degradação de aminoácidos resulta na
formação de compostos como aminas biogênicas que
causam odor pútrido (podre) aos alimentos. E os lipídeos
são quebrados por enzimas específicas produzidas por
algumas bactérias provocando o aparecimento de compostos
menores, como os ácidos graxos livres, dos quais alguns conferem
odor desagradável aos produtos.
As alterações microbiológicas são relativas
à parte de microbiologia de alimentos. Silva Junior (2002)
define a microbiologia de alimentos como a ciência que estuda as
toxinfecções alimentares e as
deteriorações. Neste caso o problema está na
presença dos microorganismos no alimento, ou de toxinas
produzidas por eles, uma vez que ambos irão causar
doenças de ordem alimentar nos consumidores.
O fator econômico é muito importante quando se escolhe o
método a ser empregado, pois existem processos que são
muito caros para determinados tipos de alimentos, por exemplo a
refrigeração, que tem alto custo devido à
necessidade de se manter a cadeia do frio. Logo, a indústria
pode não conseguir repassar este custo para o preço
final, uma vez que o preço do produto ficaria muito alto. Como o
consumidor não tem percepção sobre o valor
agregado dos processos, ele não consegue visualizar os
benefícios.
Existem vários métodos para conservar os alimentos. O que
difere um do outro é a forma pela qual o alimento é
tratado. A adequação do tipo de conservação
ao tipo de alimento é extremamente importante. Sabemos,
porém, que, na maioria das vezes, o ideal é o emprego de
processos combinados. Por exemplo, no leite que é tratado com o
processo de pasteurização (conservação pelo
calor) necessitamos de posterior refrigeração
(conservação pelo frio) para conservá-lo bom para
o consumo o maior tempo possível.
Os métodos utilizados atualmente para aumentar a vida útil dos alimentos são os seguintes:
Bibliografia
SILVA JUNIOR, E.O. Manual de controle higiênico-sanitário em alimentos. 5.ed. São Paulo. Livraria Varela, 2002. 479 p.
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