Gerenciamento de Águas Servidas no CENA/USP


 

GESTÃO DE ÁGUA E ENERGIA

A realidade atual nos mostra que fontes disponíveis de água doce estão se esgotando em diversos países do mundo, e em algumas regiões do Brasil já vigoram programas de racionamento, inclusive com o estabelecimento de cotas por habitante, sendo urgente uma utilização mais racional da água. Ressalta-se também que a implantação de programas de redução de consumo de energia, e também incentivos a estudos referentes a energias alternativas, estão na ordem do dia.
É sabido que, em laboratórios químicos, a água é o solvente mais empregado, uma vez que a utilização de água desionizada de alta pureza é de fundamental importância nos trabalhos de pesquisa. Dentre os sistemas para tratamento de água para essa finalidade, destacam-se os processos de destilação, osmose reversa e troca-iônica. O processo convencional de destilação é o mais empregado, consumindo, porém, grande quantidade de água de refrigeração (15 L/L de água produzida) e energia elétrica (0.7 Kw/L), além de cuidados constantes durante a produção. Com os equipamentos de osmose reversa, esses desperdícios de água e energia são um pouco menores. Ao contrário dos demais processos de purificação de água, o emprego de colunas de resinas trocadoras de íons evita desperdícios dessa natureza, sendo ainda favorecido pela simplicidade da técnica, durabilidade das resinas e alta pureza do produto obtido.
Considerando que os laboratórios do CENA geravam aproximadamente 450 metros cúbicos por mês de águas residuárias provenientes da etapa de resfriamento dos processos convencionais de destilação, construiu-se uma unidade produtora/fornecedora de água para fins analíticos para atender à demanda da instituição empregando resinas trocadoras de íons.


Central de Produção de Água Desionizada do CENA/USP

A qualidade da água produzida (condutividade média de 0,8 uS/cm e pH entre 6,5 e 7,5) atende às necessidades dos laboratórios da Instituição, os quais vêm, gradativamente, desligando seus equipamentos de destilação e fazendo uso dessa facilidade. Com isso, o benefício advindo dessa implementação já resultaram em economia anual para a Instituição da ordem de R$ 81.000,00, minimizando gastos hídricos e energéticos.

Por fim, é importante esclarecer que, no caso do CENA, as instalações e a logística permitiram a construção de uma central de produção de água. Todavia, laboratórios pequenos ou onde as instalações físicas não permitam essa proposição, é ainda possível o dimensionamento de sistemas compactos de desionização, como no que instalamos junto ao LARGEA-ESALQ/USP, que produz água com a mesma qualidade e ocupa não mais que 1,5 m de parede no interior do laboratório.


Sistema compacto de produção de água desionizada instalado junto ao LARGEA-ESALQ/USP